quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A questão é de fundo: a comunidade humana é um todo que o sistema económico divide em «fatias» – síndrome cartesiano – e pretende que essas «fatias» sobrevivam independentes das necessidades da comunidade. Como se esta existisse apenas para satisfazer esses fins. Esquece-se, permanentemente, que a comunidade existe porque existe e não para satisfazer sonhos megalómanos que ninguém pediu nem satisfaz. A irredutível e espontânea tendência humana para a auto superação impõe-se e legitima, aparentemente, esses fins. Pelo empenhamento colocado na sua realização porque, não esquecer, não lhes é dada alternativa. Ou é assim ou espera-o a fome, o abandono e o desespero. Falta demonstrar que de facto essas «fatias» trazem satisfação natural aos anseios inatos do ser humano. A CGD é apenas um desses fins… sem fim… As catástrofes económicas tal como as guerras fazem parte da história, porém, não aprendemos. Continuamos, alegremente, repetindo… Demencial, caro contricante. Ou apenas Sisífico?

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